terça-feira, 29 de março de 2011

Dos olhos à perfeição do papel em branco, a tela.
Rabisco a paisagem na proporção que perco o encanto.
Um coração vazio, deixado em um canto.
Dos olhos, a secura, numa gravura em pranto, a cela.

Aquela casa amarela, aquela menina bela.
O sorriso, meu, nela.
Perdidos a cada passo de incompreensão.
Era um amor que me libertava.

De uma nobre incerteza.
Morre um sentimento puro.
Uma flor que se menospreza.
Faz de mim um burro.
Por mais certo que o vento sopre, o barco vai longe e quem sabe um dia volte.
Por mais triste que eu ande, o pensamento se isola e sozinho, em si, só sofre.
Por mais que o tempo passe o vento poderá parar.
Por mais que eu esqueça, por mais que eu mereça, por mais que eu aguente.
Eu não sei se vou voltar.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Tudo insiste, ansiedade nada salutar.
Um palpite, uma reação indecente.
Algo insiste em querer mudar.
Do chão ao céu, do fruto à semente.